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domingo, 22 de fevereiro de 2009

hora do planeta 2009


domingo, 26 de outubro de 2008

sustentabilidade



Além de não ter muito tempo livre, geralmente não há nada que me interesse passando nos canais abertos, então eu raramente vejo TV. Porém, soube pelo jornal que a MTV tá com um projeto bem interessante e resolvi conferir. Sustentabilidade.
Não, não é qualquer documentário careta, aliás, o formato é bem inovador, com imagens que atraem a atenção dos jovens, ele é falado na língua dos jovens. Recomendo.
Gostei bastante, primeiro pelo jeito não tradicional e segundo pelas informações passadas. Sempre defendi a causa ambiental e agora em tempos de aquecimento global, sinto que posso fazer muito mais, mas não faço. Nunca fui de jogar lixo na rua, escovar os dentes com a torneira aberta ou deixar milhões de luzes acesas. Mas não separo o lixo, demoro no banho, esqueço o computador ligado, uso carro, adoro fazer compras, desperdiço comida. Sou tão má, assim?
Não venha me dizer que isso é apenas mais uma estorinha que a mídia inventou. Olhe com seus próprios olhos as geleiras dos pólos derretendo. Sinta na sua própria pele como a temperatura aumentou. Lembra do Tsunami? Os furacões nos EUA? Tá tudo aí, bem na nossa frente. A Amazônia tá sendo desvastada e quem liga para isso? Eu ligo!
Mas eu não sou a mulher-maravilha e não posso concertar tudo sozinha num piscar de olhos. Tenho um plano simples. A cada semana vou começar uma atitude ecológica nova. A dessa semana é tomar banhos mais curtos. 10 minutos, no máximo. Próximo domingo eu conto se consegui (dãr, é claro que vou conseguir). Minha consciência e o planeta, agradecem. Boa noite.

Ah, 2º turno? Marta ou Kassab? Tanto faz. Não gosto de nenhum dos dois. Agora, no Rio, eu torço pelo Gabeira, of course.













domingo, 21 de setembro de 2008

free me

Diante de todo o caos de São Paulo, trânsito, poluição e barulho por todos lados, estar em um lugar calmo, onde o ar tem cheiro de eucalipito e os únicos sons são os dos animais e do vento balançando as folhas, faz com que todas as inquietações fiquem em silêncio. O céu mais azul que já vi, os raios de Sol mais aconchegantes que já senti, uma puta sensação de paz de espírito. A alegria das pessoas que têm o mínimo possível para sobreviver e conseguem o máximo possível da felicidade. Elas conseguem dar o sorriso mais sincero, o abraço mais honesto. Já sofreram e ainda sofrem às vezes e por isso mesmo carregam esse simples sorriso, com a força e a coragem de quem é capaz de enfrentar vários obstáculos para ter apenas o que precisam: uma vida simples. Ah, como eu os admiro!
É inexplicável a sensação de sair galopando em cima de um cavalo, você e o animal transformam-se em um só, não há dominação, ele é livre, você é livre, livres para voar pelo mundo, livres de qualquer pensamento que impeça a total proliferação de todas as sensações possíveis de se experimentar. É todo um ritual desde o momento em que você conhece o cavalo, olha em seus olhos, passa a mão em sua crina, coloca o cabresto e a cela, então finalmente monta, no começo ainda meio hesitante, mas após adquirir confiança no animal e ele em você, estão prontos para tentar algo um pouco mais intensa: galopar. E vocês correm, correm e correm, até perderem o fôlego - você está montada nele mas consegue sentir o esforço do animal em seu próprio corpo -, então vocês param e você se agarra ao pescoço do animal, rindo, cantando, ou mesmo sem dizer nada. Vocês conversam como velhos amigos. Durante o caminho de volta, você é outra pessoa, mais leve, mais feliz até. Então vocês chegam suados, você retira a cela e o cabresto, vocês bebem da mesma água, você conversa um pouco mais com seu cavalo e depois ele decide partir para comer um pouco e descansar. Você ainda fica ali durante um tempo, observando aquele magnífico animal se afastar, consciente de que ele pôde entender cada palavra, cada gesto, cada respiração sua e de que você também pôde compreendê-lo durante o tempo em que estiveram juntos. É uma experiência única, acreditem.
Mas o final de semana acaba. De volta à São Paulo. Trago comigo a renovação que só é possível quando saímos totalmente do caos da cidade. Cidade que amo, apesar de todos os seus -nossos- defeitos.