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domingo, 25 de janeiro de 2009

oriente-se

Nunca entendi muito bem as razões de todos esses conflitos que acontecem no Oriente Médio. Sempre é aquela mesma história dos judeus israelenses reivindicarem a sua 'terra santa', situada na Palestina, que por sua vez, já era ocupada (dãr) pelos muçulmanos palestinos. Ok, lembrando que nem todo israelense é judeu e nem todo palestino é muçulmano. Mas existem questões muito além das questões territoriais. E o conflito não é só entre Israel e Palestina, a coisa também é feia no Afeganistão, na Cisjordânia, na Síria... Juro que vou me empenhar pra entender. Enquanto ainda não compreendo o episódio inteiro, falaremos sobre os últimos acontecimentos. Não, essa não foi uma intenção medíocre de rimar. Não gosto de rimas desde que conheci o parnasianismo. Mas retomemos o assunto...

Na palestina existem dois grandes grupos, o Fatah e o Hamas. Obviamente, como vemos nos noticiários, o Hamas é o mais radical e o mais forte politicamente e militarmente. Sendo assim, o Hamas dispara foguetes contra Israel, que por sua vez, é ainda mais forte militarmente (e politicamente) e dispara foguetes ainda mais potentes. E como se não bastasse, prepara uma invasão por terra. Seus exércitos invadem a Faixa de Gaza, território que era pra ser um refúgio, mas que se tornou o palco da guerra. O mundo inteiro tenta convencer os dois lados a assinar um acordo de paz, uma trégua, qualquer porra de documento que finja por fim a um conflito que já dura séculos. Então Israel declara uma trégua e ponto final. E as pessoas que morreram (e continuam morrendo) nesse conflito? As pessoas que ficaram desabrigadas, sem alimento, sem água, luz? As crianças sem escola, a cidade em ruínas. "Ah, eles já estão acostumados com isso". Querendo ou não, nós mesmos estamos acostumados com isso, de tempos em tempos, a mídia retrata algo parecido por lá.
Um imenso sentimento de impotência toma conta de mim.
Mas já passou. Agora todos nós ligamos a tv é pra ver o Obama assumir a presidência. Esqueçam o Oriente Médio, a nova manchete agora é o novo presidente dos EUA. Orem, peçam tudo que quiserem ao Obama, ele é a nossa salvação, ele nos livrará de todo o mal, amém.
Ah, vamos lá, tudo bem que o cara é realmente foda, que desde os meus queridos anos 60 não houve um movimento político que abrangesse o mundo inteiro como a campanha política do Obama, que há muito tempo um líder político fosse tão aclamado, que é uma grande conquista eleger um presidente negro, - sem contar que o cara aprovou o fechamento da prisão de Guantánamo -, mas convenhamos, depositar a esperança do mundo inteiro em uma única pessoa é no mínimo, arriscado demais.
Acredito no Obama, yes, we can, mas acredito muito mais no poder de todas as pessoas que se uniram pra votar nele, nas pessoas do mundo inteiro que se uniram pra apoiá-lo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

barack obama

Inevitável tocar nesse assunto. Barack Obama. Antes mesmo de assumir a White House o cara já fez história. É bem verdade que praticamente qualquer porcaria seria melhor do que o senhor Bush. Mas veio Obama, um democrata, centro-esquerda (seja lá o que isso queira dizer hoje em dia) e negro. Foi impressionante como ele mobilizou o mundo inteiro, em todo o mundo, teve milhares de pessoas apoiando sua campanha. Me arrepiei toda com um velhinho, negro, falando para tv "quando eu era pequeno, eu não podia nem olhar nos olhos de um branco, ver um homem negro chegar à presidência do meu país é absolutamente fantástico". Ah, eu admito, meus olhos encheram-se de lágrimas e daí?! Inevitável também a comparação com o grande Luther King e seu famoso discurso I have a dream. A frase repetida por Obama, "eu sonho com o dia em que minhas filhas não sejam julgadas pela cor de suas peles, e sim pelo seu caráter".
As imagens na tv mostrando todas aquelas pessoas indo às ruas comemorar a vitória do democrata, a felicidade estampada em seus rostos após anos com um presidente otário - o pior que já tiveram -, era como se finalmente tivessem encontrado a luz no final do túnel, estavam ali, cheios de esperança. Ele foi capaz de unir pessoas que não acreditavam mais em si mesmas, minorias e maiorias. Um país que ficou por anos com a identidade arrasada, pôde voltar a ter sua verdadeira identidade refletida na imagem do seu líder.
Só uma objeção: porra Obama, só não vai decepcionar todo esse povo que confia em ti, ok? porque quem faz as pessoas voltarem a sonhar, quem desperta o brilho no olhar delas e depois vira as costas, não passa de um motherfucker. combinado?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

pensadores

Base do pensamento do sonhador? Ideal. Ideais? Estou cheia deles. Maquiavel, Hobbes, Rousseau. Quantos príncipes existem em minha vida? O homem é mesmo o lobo do homem? Houve mesmo um contrato social?
Movimento de urbanização. Culpa das Cruzadas. E também da peste negra. Protestos! Lutero! Conflitos. A burguesia fede. Só querem colonizar os espaços em branco. Total desordem. Corporações de ofício. Divisões de tarefas...
Só dividem, não multiplicam nem somam e acabam subtraindo o artesão, criam o salário, essa tal nossa remuneração, transformam tempo em dinheiro. A chave de tudo. Interesses que estão em jogo. A quem interessa essa prática & teoria? A todos, simplesmente todos, Hobbes e a monarquia inglesa. Descartes diz: apresento a ciência moderna em minhas obras! Hobbes gosta delas e usa o mesmo método. Condição para possibilidade de conhecimento. Penso, logo existo. Sou, logo existo. Sem conhecimento empírico!
Axiomas, verdades racionalizadas, não há espaço para dúvidas. Indubtável. 2+2 é 4? Pelo menos pense para ser enganado! O pensar é existência, eu sou, eu existo, ser pensante.
Vamos escolher premissas seguras para deduzir coisas. Pensamento cartesiano, sim, é matemático e interessante, por incrível que pareça.
Os animais raciocinam por prudência. Não há certeza. Não funciona matematizar o pensamento (isso na idade comtemporânea, é claro). A condição de indivíduo já lhe dá direitos. Enquanto indivíduo, eu tenho esses direitos. Teoria que convém à burguesia. Ainda assim, poder absoluto à monarquia? Os burgueses odiaram Hobbes.
Revolução Francesa? Trabalhadores & burgueses contra a monarquia? Vitória dos burgueses. Liberdade, igualdade & fraternidade. Para quem? Para os burgueses, lógico. E os trabalhadores? Mais tarde serão alvos do pensamento socialista que surgirá...

Hobbes escreve num momento de guerra civil. Como resolver esse conflito é o que ele mais pensa enquanro olha a devastação pela janela. Hobbes, meu caro, um constratualista nato. Estado de natureza, pré-político, pré-social. Sem organização. Locke & Rousseau compartilham desse contrato, apesar de grandes diferenças.
Insegurança, medo, violência. Um sujeito interessado em sua própria preservação. Você dispõe apenas de sua vida para manter-se vivo. Nenhum sujeito é forte o bastante para se garantir. Insegurança gera conflito. Ao invés de esperar ele me matar (eu sei que ele vai me matar), eu vou lá e mato ele primeiro. Confusão total, um desconfiando do outro, inevitavelmente. A solução? A passagem para o estado social. Mas é aí que Rousseau entra e diz que quando alguém fala 'isso é meu' é que começa o real problema. Já dizia alguém: 'toda propriedade é 1 roubo'. Como chegar ao estado de paz? Pacto, contrato, no fundo a mesma coisa. Acordo entre todos os indivíduos, afinal, todos querem resolver o conflito. Aceitar essa existência de um acordo, hipótese teórica.
Ah, se só se governasse para trazer a paz... A teoria é linda, linda, linda. Pena que é só teoria...
Por que existe o Estado? Porque você quer. Pela minha vontade, eu abro mão de minha liberdade - não, não abro! Se você não alienar toda sua liberdade, o conflito continuará. Dê sua liberdade, ganhe sua vida. Hobbes, não gosto disso. Rousseau, acho que prefiro você. Há limites no seu poder soberano! Ele deve respeitar a vontade do povo ou não é mais soberano! Ah, Rousseau, eu te amo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

existencialismo












"Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer." - Sartre

A melhor aula de Ciência Política ever. Última aula do curso. Vou sentir saudades. Uma das únicas aulas que realmente me empolgavam. E as últimas palavras ditas pelo professor hoje vão ficar na memória para sempre.
Já sabemos que a propriedade privada é o inferno. Já sabemos que as relações humanas a partir do surgimento do capitalismo são relações determinadas por fatores econômicos. Investigamos Karl Marx, vimos como é equivocada a visão que a maioria das pessoas tem sobre a teoria marxista. Descobrimos Pachukanis e sua função social do Direito. E hoje, um gostinho do existencialismo de Sartre & Marcuse.
Disse que ao sairmos por aquela porta, encontraríamos uma realidade esmagadora. Disse ainda mais, que tínhamos dois caminhos a escolher. Esquecer tudo o que nos foi mostrado, esquecer que somos explorados e conformados, esquecer os podres do capitalismo que aprendemos e continuar vivendo a mesma vida hipócrita de sempre, sempre insatisfeitos, sempre querendo mais dinheiro, mais poder, mais, mais, mais. Ou aceitar o desconforto e fazer o melhor que pudermos de nossas vidas, visando sermos boas pessoas em relação aos outros, em relação ao resto do mundo e com nós mesmos, frear esse egoísmo, essa crescente individualização. Porque para esses filósofos existencialistas, o que justifica a nossa existência, enquanto seres finitos, é aquilo que podemos perpertuar, eternizar: a política, para Sartre e a arte, para Marcuse. Política & arte. A riqueza se esgota, a sabedoria não.
Fiquei pensando sobre essa aula o resto do dia. Que porra nós estamos fazendo da nossa vida?

Sim, esse assunto já foi falado aqui. E eu sempre volto nele. Porque eu não canso de questionar. Porque eu não tenho medo do desconforto que isso causa. Porque eu tento fazer a minha parte. Porque eu odeio injustiças. Porque eu acredito em igualdade. Na verdade, isso nem precisa ser explicado, apenas sentido. Como disse Che Guevara: DEVO DIZER, CORRENDO O RISCO DE PARECER RIDÍCULO, QUE O VERDADEIRO REVOLUCIONÁRIO É MOVIDO POR UM GRANDE SENTIMENTO DE AMOR....

domingo, 5 de outubro de 2008

eleições

Meu primeiro voto. Uma coisa que me enoja são os milhares de santinhos de acabam no chão, sujando nossas já tão limpas ruas. Porra, em plena época de conscientização ecológica os candidatos usam quilos de papéis e ainda contribuem para poluir ainda mais as ruas. Por que não usam outro meio de propaganda? Ou que pelo menos usassem papel reciclado... Ridículo, totalmente ridículo.
Mais ridículo ainda é o ex-prefeito e candidato aqui de Taboão da Serra, Fernando Fernandes. Nunca gostei desse cara. Então há dois dias veio a história de que opositores teriam disparado tiros contra a casa dele. Passou até no Jornal Nacional. Há, eu te conheço, meu irmão. A polícia aqui de Taboão tá investigando e existem fortes indícios de que o próprio candidato tenha mandado disparar esses tiros para comover os eleitores e ganhar mais votos. Não dúvido nem um pouco que ele tenha realmente feito isso.
O nosso atual prefeito, Dr. Evilásio, não é nenhum santo, prometeu coisas que não cumpriu, eu realmente gostava dele, incentivei todos a votarem nele 4 anos trás e sinceramente, ele me decepcionou. Fez coisas boas, é verdade, tipo os postos de saúde, que eram um lixo e agora são decentes, fez projetos incentivando o esporte e a arte... Mas minha tia é professora municipal e não recebeu o aumento prometido, aliás, ela também era eleitora dele e hoje é total opositora, me contou vários podres da governo dele.
Isso me deixa grilada. Não existe candidato perfeito. Às vezes parece que não tem jeito. Mas eu não desisto de tentar. "A grande desgraça daqueles que não gostam de política é serem dominados por aqueles que gostam". Continuo apostando na revolução, nas mudanças sociais, vou fazendo a minha parte, tenho a consciência limpa, consigo colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente. Você consegue fazer isso? Quandos prefeitos e vereadores conseguem?
Não votei no Fernando, nem no Evilásio. Votei no professor Miguel, do PSOL e no candidato a vereador dele, o Zé Maria (é irresistível lembrar do Fudêncio...). Gosto das propostas do PSOL e o Miguel é um cara simples, o bom de cidade pequena é que você tem contato com os políticos locais, já encontrei algumas vezes com o Miguel e ele realmente parece ser uma boa pessoa. Infelizmente, ele não vai se eleger. Felizmente eu não vou contribuir para reeleger o Evilásio.


Festa na casa dos tios da Alice? Ah, foi fanstástico. Primeiro porque as gurias que eu amo estavam lá. Segundo porque o Guilherme tava bêbado e ele bêbado é o melhor. Nos divertimos absurdamente. Cerveja, batidas de tudo quanto é fruta, whisky com gelo e energético. E na pista então? I bet you look good on the dancefloor. Tudo o que tocava nós dançavamos. Hot, so hot. Laylinha e eu estávamos acesas. Ao som de All the small things, eu e o Rafa, primo da Alice. Aliás, os primos da Alice são o máximo, Rafa, Mah, Suh e Bru. Não imaginava que fosse me divertir tanto nessa festa. O mundo vai acabar e ela só quer dançar... Dançar, dançar, dançar.